Michael Phelps não é apenas conhecido como o maior medalhista olímpico de todos os tempos, com um impressionante total de 28 medalhas (sendo 23 delas de ouro), mas também como um verdadeiro símbolo de resiliência e superação. Além de sua incrível performance nas piscinas, o nadador norte-americano também travou uma batalha silenciosa contra a depressão e a ansiedade, temas esses que ele abordou de forma aberta e corajosa em entrevistas à ESPN e ao The New York Times. Sua jornada não apenas inspira outros atletas, mas também qualquer pessoa que esteja enfrentando desafios semelhantes em sua saúde mental.
Nascido em 1985, Phelps recebeu o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ainda na infância. Foi sua mãe, Debbie, quem o incentivou a praticar natação como uma forma de direcionar sua energia de maneira positiva. Aos impressionantes 15 anos de idade, ele já estava competindo nas Olimpíadas de Sydney em 2000, tornando-se o nadador mais jovem a representar a equipe dos Estados Unidos em 68 anos, de acordo com dados do Comitê Olímpico Internacional.
A trajetória de Phelps ao longo das cinco Olimpíadas em que participou, entre 2004 e 2016, foi marcada por recordes incríveis e conquistas históricas no mundo da natação.
Após os Jogos Olímpicos de 2012, Phelps enfrentou uma batalha intensa contra a depressão. Durante uma entrevista ao podcast The Ben Greenfield Fitness, ele revelou que chegou a passar "três dias trancado em um quarto sem comer". Em 2014, após um incidente de dirigir sob efeito de álcool, ele buscou ajuda em uma clínica de reabilitação. Em uma emocionante entrevista ao The Washington Post, ele confessou: "Eu não via mais sentido em viver".
O retorno de Phelps aos Jogos Olímpicos no Rio em 2016 foi marcado por uma preparação intensa, tanto física quanto psicológica. Com o suporte da terapia e da meditação, ele conquistou um total impressionante de 6 medalhas, incluindo 5 de ouro. Em um documentário da HBO, ele ressaltou a importância da saúde mental, afirmando: "Cuidar da mente é tão fundamental quanto cuidar do corpo. Essa conversa precisa acontecer".
Agora aposentado das competições, Phelps fundou a Michael Phelps Foundation, dedicada à promoção da saúde mental e ao incentivo da prática da natação, especialmente entre as crianças. Em parceria com a ONU, ele liderou campanhas de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Em 2020, durante a pandemia, ele generosamente doou US$ 50 mil para apoiar os serviços de saúde mental, conforme divulgado pela CNN.
A luta de Phelps contra a depressão se transformou em um legado de esperança e inspiração. Em 2018, ele fez um discurso impactante no Congresso dos Estados Unidos, destacando a importância da implementação de políticas públicas voltadas para a saúde mental. Sua coragem em compartilhar suas vulnerabilidades contribuiu para quebrar estereótipos em torno dos atletas de alto desempenho, conforme observou a Forbes: "Ele redefiniu o conceito de força".